04 out 2008 O ECO
 |  Categoria: Sem categoria  |  Leave a Comment

Paródia feita para o Grito dos Excluido evento do dia  07/09/2005

      Música: ( essa tal felicidade)

           ( Simone/ só pra contrariar)

               

 

Quero ouvir o eco desse nosso grito

Somos os excluídos,  filhos da Nação,

Pra desmascarar o neoliberalismo,

Queremos igualdade para o nosso irmão.

Que está á margem da sociedade,

No campo ou na cidade sem ter proteção.

Vai denunciando ás autoridades,

Que negam a verdade e faz corrupção.

 

Quero educação, quero moradia!…

Viver sem violência, ter o que comer.

Quero liberdade, quero alegria!…

Amor sem preconceito pra poder viver.

 

Queremos apontar novas alternativas,

Nada justifica pra não se fazer,

Brasil, em nossas mãos, está a mudança,

Reverter a dança é só você querer:

Globalização, que não seja excludente,

Exigir do presidente moralização.

Vergonha na cara desses dirigentes

Que estão levando ao fundo,do poço a Nação.

 

Quero educação, quero moradia!…

Viver sem violência, ter o que comer.

Quero liberdade, quero alegria!…

Amor sem preconceito pra poder viver.

 

 AUTORA: Helvia Callou

 

Campina Grande PB, 16/ 08/ 2005.

 

 

21 set 2008 OS NOVOS RUMOS DA LITERATURA DE CORDEL
 |  Categoria: Texto  |  Leave a Comment

O cordel é a mais expressiva manifestação cultural nordestina de todos os tempos. Com a sua beleza nas rimas metrificadas,  o cordel vai acompanhando o ritmo acelerado das mudanças políticas/sócio/culturais, econômicas e tecnológicas, sem perder sua originalidade.

Com a sua linguagem simples, vem ultrapassando barreiras culturais e comportamentais, deixando o meio rural, as feiras livres,  cruzando os portões das escalas e universidades, como uma das alternativas para as pesquisas  nos  cursos de pós-graduações e uma ferramenta necessária para a formação de novos leitores no ensino aprendizagem.

Os novos cordelístas,  absorvem nas suas temáticas, assuntos que hoje ocupam o maior espaço nos meios de comunicação de massa. A política nacional com os seus escândalos, as guerras, as questões ecológicas, as doenças, o combate às drogas, além de outros temas. São levados às escolas, em uma linguagem poética cheia de humor e beleza, muito mais aceitável  pelos novos leitores, do que os panfletos informativos.
Com isso, não quero dizer que, os cordéis e cordelistas que ainda abordam em suas temáticas, assuntos menos polêmicos, sejam menos importantes. Pois o cordel tem um público muito eclético, em faixa-etária e nível cultural, sem contar com o regionalismo diversificado do nosso país.

Atualmente a literatura de cordel ultrapassou as fronteiras regionais e alcançou as grandes metrópoles como São Paulo, não só para ser vivenciada nas ruas por milhões de nordestinos que emigram a cada ano, nas, para ser estudada nas escolas pelas novas gerações descendentes de emigrantes de todos as regiões  brasileiras e porque não dizer, mundiais. Em São Paulo estão estudando literatura de cordel em sala de aula. A cidade de  João Pessoa, sediou  a primeira etapa do Seminário Internacional de Literatura de cordel e a segunda etapa será realizada na França. Isso mostra que, “OS NOVOS RUMOS DO CORDEL,” vai bem mais longe do que os nossos eventos culturais na Praça da Bandeira, na Casa do Poeta Cantador, ou em outros ambientes onde a maioria dos participantes é nordestina.

Com as novas tecnologias na área de comunicação, o cordel encontrou um espaço on-line, onde pode ser visto por internaltas do mundo inteiro. Porém, devemos ter cuidado para não estarmos classificando de cordel, tudo que se escreve em linguagem popular. O cordel tem suas características específicas e originais que não podem ser esquecidas jamais pelos que querem seguir a modalidade cordelista.

Uma das novidades na literatura de cordel é a presença feminina, não só como leitora, mas, como autora de cordel, o que fez se abrir novos horizontes nas temáticas cordelistas.

Hélvia Callou
Professora da Rede Municipal  de Campina Grande-PB
Jornalista, poetisa e cordelista

17 set 2008 GUIA ELEITORAL
 |  Categoria: Poema  |  Leave a Comment

A coisa mais engraçada
Em tempo de eleição,
É vê politico risonho
Mostrar na televisão
O que fez ou vai fazer,
querendo enrolar você
com a quela falação.

Querendo arrajar um voto
O cidadão faz de tudo!
De manhã assiste a missa
À noite vai ver o culto.
Reza, ora, bate palma
Ao povo de corpo e alma
Se entrega no vale tudo.

Uns acosam companheiros,
Fazendo difamação.
Outros trazem pro presente
Passados de podridão.
E no meio dessa guerre.
Uns acertam, outros erram
A cabeça do povão.

Abraçam criança suja
Conhecem todos por nome,
Andam a pé pela rua
Sorir pra mulher e homem,
Depois que recebem o voto,
Não tem mais santo devoto!
Do meio do povo sumem.

E depois de quatro anos
começa tudo de novo!
Slogans modificados,
Querendo enganar o povo.
Quem não tem projeto algum
Insiste em  apresenter um.
Pensa que agente  é bobo?

Autora: Helvia Callou