17 set 2010 O presente
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Autora Helvia Callou

De;Hevia Callou

Para : Wilton

Hoje é o seu aniversário

Procurei dar-te um presente.

Que ficasse na memória

Pra todos teus descendentes.

Construí com alegria

Um presente em poesia

Todo em forma de repente.

Tirei das rosas perfume,

Juntei a luz do luar,

Nos acordes da viola

Num galope a beira mar.

Peguei a voz da seria

Numa conchinha da areia

Fiz a caixa pra embalar:

Um martelo a galopado,

Um oitavão rebatido,

O velho mourão fechado,

O martelo respondido,

O quadrão de beira mar,

Um mote pra  cantar,

Bem no pé do teu ouvido.

Botei dentro da caixinha

Enrolei-o no papel.

Bordado do ouro do sol

E das estrelas do céu.

Amarrei com o arco-íres,

Brilhante como uma ires

De um olho cor de mel.

Depois do presente pronto

Só  entregar-te me resta.

Vai por correio eletrônico

Para chegar bem na festa

Mas se chegar atrasado

Desculpe me, foi criado

Na sinfonia da orquestra.

Do vento, da brisa mansa,

Do arrebol, do luar,

Do trinar de um campina

Do gorjeio do sabiá

Do xexéu de bananeira

Da cigarra cantadeira

Só pra te presentear.

Campina Grande, 0/6/08/10

07 ago 2010 VOZES DO SERTÃO
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AUTORA: Helvia Callou

Quantos Sertões hoje existem

Na alma do sertanejo!…

O Sertão do sol ardente

Da lua clara, lampejo

De relâmpago, trovoada,

Da chuva na madrugada,

E o Sertão que eu almejo.


O Sertão que se levanta

No canto da passarada.

Que numa orquestra sinfônica

Faz a sua alvorada.

Com suave melodia

Trazendo a paz para o dia

Que surge na revoada.


O Sertão onde a rolinha

Faz ninho na quixabeira,

E canta ao meio dia

No silêncio da ribeira.

Onde ao longe a seriema,

Solta a voz meiga e serena

Na rama da catingueira.


O Sertão do bem-te-vi

Fazendo festa à tardinha.

Do desafio da casaca

De couro, bem vermelhinha.

Sertão de belo arrebol,

Do canário e rouxinol

Do sabiá, da doidinha.


O Sertão da juriti,

Da asa branca em extinção.

Dos meses de enxurradas

Do nambu e do cancão,

Que não cai em arapuca,

Do borrachudo e mutuca

Naquele taboleirão.


O Sertão onde a enxurrada

Leva a cerca do baixio.

Onde o riacho mansinho

Tem correnteza de rio.

Da lagoa encharcada

Onde à noite a saparada,

Faz seu grande desafio.


O Sertão do sanfoneiro

Que toca numa latada.

Da música regional

Da dançarina afamada

Que dança forobodó

Que as cadeira dão nó

Na sua saia rodada.


Sertão do caboclo forte

Que não tem medo da fome

Enfrenta o sol e a chuva,

Dá carreira em lobisomem.

Que nas asas do progresso

Está fazendo sucesso,

Com a moto e o telefone.


É esses sertões todinhos,

Que vivem dentro de mim.

O Sertão onde vivi

Tem cheiro de alecrim,

Tem gosto de mel de abelha,

Água da bica da telha

Perfumada com jasmim.

23 jul 2009 A cultura popular como precursora da discriminação
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           Por ser uma cultura de  raízes, é que a cultura popular mostra o preconceito e a discriminação contra a mulher  e o negro, em seus provérbios e ditos populares. Citamos a qui alguns deles:

“Mulher feia e jumento só quem procura é o dono”.

“Negro em pé é um toco, deitado é um porco”

“Mulher é para esfriar o bucho na pia e esquentar no fogão”

“Jesus apareceu primeiro a mulher para que ele espalhasse a notícia”

“Negro não morre desaparece”

 “Negro só é gente quando está no banheiro” porque quando batem ele diz: – “tem gente!”

      Na literatura de cordel, nos desafios de viola é comum se encontrar sextilhas e quadras de puro preconceito contra principalmente o negro e a mulher. Vejamos algumas:

“No rio grade do norte

Um cavalo  é cem mil reis,

Uma moça cento e vinte

Um rapaz é cento e dez

Um cachorro é um cruzado

E um negro duzentos reis.”

 

“ Quero que você me diga

 de que se gerou mulher?”

 “ Foi de pulga percevejo,

  Procotó bicho de pé.”

          Esses preconceitos em forma de brincadeira dentro da literatura popular, mostram uma forma sutil de transmissão do que está enraizado de geração em geração. Mesmo na brincadeira é uma forma de discriminação.                                                        

          Se olharmos para o universo, podemos observar que as coisas são diferentes e mutáveis. Existem rosas de todas as cores, uma mais bonita do que a outra, mais não deixa de ser rosa. Na nossa sociedade também tem gente diferente um dos outros, mas muitas vezes esquecemos que cada um tem um nome e chamamos-nos pela forma do seu corpo, pela cor e o pior é que não respeitamos essas diferenças, isso porque na sociedade a aparência é considerada um pré-requisito já exigido na ficha de cadastramento para um emprego.

            Sabemos que o povo brasileiro é fruto de uma miscigenação, mas ainda existe discriminação da cor, de costumes e religião, entre as três raças.

            E como boa aparência para a sociedade é padrão de beleza, as pessoas viraram bens de consumo e vale mais que tem mais, tem mais oportunidades que tem essa “boa aparência”.

            Quando se estabelece normas e padrões sociais, aparece a desigualdade e exclusão social dentro dos grupos e isso está sendo visto com normalidade. Quando se faz um concurso limitando  faixa etária  não se estaria excluindo os mais velhos desse grupo de trabalho? No mundo do trabalho  a discriminação racial e de gênero é visível. Uma herança do Brasil colonial que ainda hoje permanece entre o povo  brasileiro.

            Mas como conviver com as diferenças sem discriminá-las ou excluí-las? O primeiro passo é respeitar essas diferenças, começar a olhar para o outro sem preconceito. Todos somos iguais perante a lei, embora casos absurdos continuam acontecendo; na rua, no trabalho, no transito, na escola. A mulher e o negro são os principais  alvos para essa discriminação. A mulher porque está ocupando postos antes destinados só aos homens, e o negro porque a maioria dos brasileiros é racista.

             É preciso que as pessoas diferentes, não tenham vergonha de ser diferente, muitas vezes eles são os maiores preconceituosos,  por exemplo: uma mulher dizer que não comfia em determinada profissão que seja executada por  mulher, um deficiente usar essa deficiência pra se mostrar inferior aos demais, o negro se declarar moreno, tudo isso são situações que nos mostra que não aceitamos nossas diferenças e até gostamos de nos sentir inferior ao demais.

                     Para sermos respeitados é necessário respeitar o outro. Não é preciso ser igual para conviver bem, basta que haja respeito mutuo.

                                         Autora:  Hélvia Callou

30 jun 2009 Momentos agradaveis das minhas ferias
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Visita ao Santuario de N.S. do Sagrado Coração com Mariana minha sobrinha
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Passeio no Ibirapoera com Barbara

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28 jun 2009 Festas que não esqueço
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OPau da Bandeira em Barbalha-CE

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São João em Santa Luzia-PB
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Com meu pai, irmãos e sobrinhos, nos seus 99 anops em Cacimba Nove Serrita-PE

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