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07 ago 2010 VOZES DO SERTÃO
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AUTORA: Helvia Callou

Quantos Sertões hoje existem

Na alma do sertanejo!…

O Sertão do sol ardente

Da lua clara, lampejo

De relâmpago, trovoada,

Da chuva na madrugada,

E o Sertão que eu almejo.


O Sertão que se levanta

No canto da passarada.

Que numa orquestra sinfônica

Faz a sua alvorada.

Com suave melodia

Trazendo a paz para o dia

Que surge na revoada.


O Sertão onde a rolinha

Faz ninho na quixabeira,

E canta ao meio dia

No silêncio da ribeira.

Onde ao longe a seriema,

Solta a voz meiga e serena

Na rama da catingueira.


O Sertão do bem-te-vi

Fazendo festa à tardinha.

Do desafio da casaca

De couro, bem vermelhinha.

Sertão de belo arrebol,

Do canário e rouxinol

Do sabiá, da doidinha.


O Sertão da juriti,

Da asa branca em extinção.

Dos meses de enxurradas

Do nambu e do cancão,

Que não cai em arapuca,

Do borrachudo e mutuca

Naquele taboleirão.


O Sertão onde a enxurrada

Leva a cerca do baixio.

Onde o riacho mansinho

Tem correnteza de rio.

Da lagoa encharcada

Onde à noite a saparada,

Faz seu grande desafio.


O Sertão do sanfoneiro

Que toca numa latada.

Da música regional

Da dançarina afamada

Que dança forobodó

Que as cadeira dão nó

Na sua saia rodada.


Sertão do caboclo forte

Que não tem medo da fome

Enfrenta o sol e a chuva,

Dá carreira em lobisomem.

Que nas asas do progresso

Está fazendo sucesso,

Com a moto e o telefone.


É esses sertões todinhos,

Que vivem dentro de mim.

O Sertão onde vivi

Tem cheiro de alecrim,

Tem gosto de mel de abelha,

Água da bica da telha

Perfumada com jasmim.

26 jun 2009 FAÇA BRILHAR OUTRA ESTRELA.
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FAÇA BRILHAR OUTRA ESTRELA.

                      Autor Helvia Callou                                                                                                                   

 

O Brasil pintou o Penta

Fazendo uma misturada.

De jogador veterano

Com os de primeira jornada.

Felipão fez a mistura,

De cuscuz com rapadura,

Chimarrão e carne assada.

 

Isso foi no futebol

Que elevou o país.

Quem já não acreditava

Nesse esporte, agora diz

Em bom tom ao mundo inteiro:

_Orgulho-me de ser brasileiro!

que é um povo feliz.

 

Mas tá pintando outro clima,

Na nossa televisão.

Outubro já se aproxima,

È tempo de eleição

E passando essa euforia

Do Penta, quanta alegria!

Mudou a situação?

 

A posições dos partidos

Também já foram mudadas.

Direita, esquerda, centrão!

Hoje é tanta misturada.

É tanta coligação

Que quem era oposição,

Ta na ala escancarada.

 

Só não sei se vão fazer

Outra estrela brilhar.

E se isso acontecer

Se as coisas vão melhorar,

Pra nosso país crescer,

Sem fome deixar nascer

As criancinhas de cá.

 

Mas se já houve a mistura,

Bota Felipão no eito!

Pra fazer escalação

Esse cara leva jeito.

Pra outra estrela brilhar

Depois do povo votar

È só votarem direito.

 

Votarem com consciência

Não somente por paixão,

Como faz no futebol

O brasileiro de então.

E as nossas autoridades

Terem responsabilidade

De governar a Nação.

 

Para  todos brasileiros

Terem direitos iguais.

Combater a violência

Desse jeito não dá mais.

Vê bandido no poder.

O cidadão se esconder

Em muralha e não ter paz

 

Mostrem também para o mundo

Que o Brasil é capaz.

De combater esses crimes

Que tira do povo a paz.

E mancha de sangue a Nação.

Acabem com a corrupção

Que só vergonha nos traz.

 

Mas pra isso acontecer

É preciso ter coragem,

De eleger que se atreve

A enfrentar bandidagem

Que tem no nosso poder.

Cassar mandato é dever

Dos que comanda a clonagem

 

Das quadrilhas de cartão,

Do roubo de carga e assalto.

Do tráfico de droga que existe

Até dentro do Planalto.

Faça essa escalação

E entregue a Felipão

Que a Estrela vai pro alto.

 

 

Campina Grande,PB.03 de julho de 2002

 

 

 

17 set 2008 GUIA ELEITORAL
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A coisa mais engraçada
Em tempo de eleição,
É vê politico risonho
Mostrar na televisão
O que fez ou vai fazer,
querendo enrolar você
com a quela falação.

Querendo arrajar um voto
O cidadão faz de tudo!
De manhã assiste a missa
À noite vai ver o culto.
Reza, ora, bate palma
Ao povo de corpo e alma
Se entrega no vale tudo.

Uns acosam companheiros,
Fazendo difamação.
Outros trazem pro presente
Passados de podridão.
E no meio dessa guerre.
Uns acertam, outros erram
A cabeça do povão.

Abraçam criança suja
Conhecem todos por nome,
Andam a pé pela rua
Sorir pra mulher e homem,
Depois que recebem o voto,
Não tem mais santo devoto!
Do meio do povo sumem.

E depois de quatro anos
começa tudo de novo!
Slogans modificados,
Querendo enganar o povo.
Quem não tem projeto algum
Insiste em  apresenter um.
Pensa que agente  é bobo?

Autora: Helvia Callou